Aumento da satisfação sexual e da frequência das relações são apontadas por muitas mulheres como efeitos da pílula anticoncepcional.
Para 40 por cento das mulheres a pílula anticoncepocional melhorou a sua vida sexual e um terço revela que o comprimido diário fez aumentar a frequência das relações sexuais. Estes são alguns dos resultados de um inquérito realizado pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Responderam ao inquérito 500 mulheres com idades entre os 15 e os 45 anos, em Maio de 2009.
A grande maioria das mulheres (70 por cento) não pretende mudar de método contraceptivo, apesar de quase todas conhecerem outros métodos como o preservativo masculino (93 por cento) e feminino (72 por cento), bem como o DIU (81 por cento).
A influência positiva dos contraceptivos orais, sentida pelas mulheres, estará realcionada com vários factores e não apenas com o facto de proteger contra uma gravidez indesejada e deixar portanto a mulher mais disponível para as relações sexuais. A pílula tem um efeito de atenuar as variações de humor da mulher e de melhorar o aspecto e saúde da sua pele e do seu cabelo, o que tem efeitos ao nível da auto-estima. Sendo o desejo feminino muito mais complexo do que o do homem, e condicionado por múltiplos factores, todos estes efeitos da pílula podem de facto tornar a mulher mais predisposta para o sexo.
Segundo um estudo «Avaliação das Práticas Contraceptivas das Mulheres em Portugal», de 2005, 70 por cento das mulheres portuguesas toma a pílula como método contraceptivo. Mais de 60 por cento tomava-a há mais de cinco anos.


